Mais um filme sobre a vida na maturidade. Irina Palm é uma excelente idéia. Os personagens são bons e os atores também. Há um bom desenvolvimento de suas característcas psicológicas ao longo do filme. Contudo, em um dado momento a ação pára. Opção de autor ou falta do que mostrar? Acho que isso acontece com muita gente que faz filmes. O insight vem, a idéia é ótima. Desenvolve-se bem o gatilho da trama e sabe-se como termina. Aí vem o recheio: há 30 minutos que precisam de ação, movimento e diálogos. E Irina Palm fica andando para lá e para cá indefinidamente. Complicado escrever esses três atos. Sempre ouço que a narrativa clássica é careta. Mas quem diz que é fácil? Não quero sugerir que o filme é ruim. Pelo contrário, é uma linda história sobre amor incondicional, sobre o amor de uma avó pelo seu neto, sobre o amor de um homem por uma mulher e de uma mulher por um homem em uma situação fora do comum, sobre o prazer de redescobrir um sentido para a vida, sobre superar limites e preconceitos e sobre gratidão. Precisa mais?